tributacao na espanha

Tributação na Espanha: IRPF, alíquotas e declaração de imposto em 2026

Texto atualizado por Ruben Camerlynck em 22 de junho de 2026.

A tributação na Espanha depende primeiro da residência fiscal. Residentes normalmente declaram renda mundial no IRPF; não residentes são tributados pelo IRNR sobre determinadas rendas de fonte espanhola. Para brasileiros, também é necessário coordenar a declaração espanhola com a posição fiscal no Brasil e com o acordo de bitributação Brasil-Espanha.

Atualização de datas: a declaração entregue entre 8 de abril e 30 de junho de 2026 corresponde ao exercício fiscal de 2025. Por isso, as tabelas mais recentes disponíveis para a campanha atual são as do IRPF 2025, e não uma tabela de rendimentos de 2026.

O sistema espanhol combina imposto estatal e regras das Comunidades Autônomas. A alíquota efetiva pode mudar conforme região, composição da renda, situação familiar, deduções, patrimônio e existência de rendimentos no exterior. Não existe uma única tabela combinada nacional que represente todos os residentes da Espanha.

Para determinar o enquadramento antes de calcular qualquer imposto, consulte também Residência fiscal na Espanha.

Quais são os principais impostos na Espanha?

ImpostoQuem pode pagarO que alcança
IRPFPessoas físicas residentesRenda mundial, com base geral e base da poupança.
IRNRPessoas físicas e entidades não residentesDeterminadas rendas e ganhos de fonte espanhola.
IVAConsumidores e atividades econômicasConsumo de bens e serviços; alíquotas geral e reduzidas.
Impuesto sobre el PatrimonioPessoas físicas acima dos limites aplicáveisPatrimônio líquido em 31 de dezembro, com regras autonômicas.
ITSGFGrandes patrimôniosPatrimônio líquido superior ao limite legal, complementar ao Patrimônio.
IBIProprietários de imóveisTributo municipal recorrente sobre imóveis.
Sucessões e doaçõesHerdeiros e donatáriosHeranças e doações; tratamento varia fortemente por comunidade.

Este artigo prioriza pessoas físicas. Empresas, estabelecimentos permanentes, sociedades patrimoniais e estruturas internacionais exigem uma análise separada do imposto sobre sociedades e de obrigações contábeis.

Residente fiscal ou não residente: qual regime se aplica?

SituaçãoRegime geralBase de tributação
Residente fiscal espanholIRPFRenda mundial, incluindo Brasil e outros países.
Não residente com renda espanhola sem estabelecimento permanenteIRNRRenda de fonte espanhola, normalmente por rendimento ou operação.
Não residente com estabelecimento permanenteIRNR com regras própriasResultado atribuível à atividade exercida na Espanha.
Residente no regime especial de impatriadosIRPF calculado por regras especiaisEscopo e alíquotas próprios durante o período de opção.

A diferença é decisiva. Um aluguel de imóvel brasileiro pode ser irrelevante para o IRNR de um não residente, mas integrar a renda mundial de um residente espanhol. Da mesma forma, uma pessoa que mantém imóvel na Espanha pode continuar tendo IRNR mesmo depois de se mudar para o Brasil.

Como funciona o imposto de renda na Espanha?

O IRPF é progressivo e separa a renda em duas grandes bases:

• Base geral: salários, aposentadorias, atividades econômicas, aluguéis e outras rendas, conforme classificação;

• Base da poupança: principalmente juros, dividendos e ganhos patrimoniais decorrentes de transmissões.

Na base geral, uma parcela estatal é somada a uma parcela autonômica. Cada Comunidade Autônoma pode aprovar sua própria escala e determinadas deduções. É por isso que listas genéricas que apresentam “19% a 47%” como uma tabela universal da Espanha podem ser enganosas.

Tabela do IRPF 2025: parcela estatal da base geral

A Agencia Tributaria publica a escala estatal do IRPF 2025. A tabela abaixo representa apenas a parcela estatal; a escala autonômica correspondente deve ser adicionada.

Base liquidável geralAlíquota marginal estatal
Até EUR 12.4509,5%
De EUR 12.450 a EUR 20.20012%
De EUR 20.200 a EUR 35.20015%
De EUR 35.200 a EUR 60.00018,5%
De EUR 60.000 a EUR 300.00022,5%
Acima de EUR 300.00024,5%
Não dobre a tabela automaticamente: a parcela autonômica não é necessariamente idêntica à estatal. Para estimar o imposto total, use a escala da comunidade de residência e considere mínimos pessoais, familiares, reduções e deduções aplicáveis.

A própria Agencia Tributaria mantém as informações sobre a quota autonômica da campanha.

Alíquotas da base da poupança em 2025

Juros, dividendos e muitos ganhos patrimoniais seguem a escala da base da poupança aplicável ao exercício de 2025.

Base liquidável da poupançaAlíquota
Até EUR 6.00019%
De EUR 6.000 a EUR 50.00021%
De EUR 50.000 a EUR 200.00023%
De EUR 200.000 a EUR 300.00027%
Acima de EUR 300.00030%

As alíquotas são marginais. Apenas a parcela que entra em cada faixa é tributada pelo respectivo percentual. A retenção sofrida na fonte é um pagamento por conta e pode não corresponder ao imposto final.

Tributação por tipo de renda na Espanha

A natureza do rendimento define a base, a fonte, as deduções e a aplicação do tratado. Abaixo estão os casos mais comuns para brasileiros.

Salário e emprego

Salários de residentes fiscais espanhóis integram a base geral e seguem a escala progressiva estatal mais a autonômica. Contribuições à Seguridad Social são separadas do IRPF e não devem ser confundidas com a alíquota de imposto de renda.

Quando o trabalho é realizado em mais de um país, é necessário identificar os dias e o local físico da atividade, o empregador, quem suporta o custo e a existência de estabelecimento permanente. O acordo Brasil-Espanha possui uma regra específica para emprego e não transforma a regra dos 183 dias em uma isenção automática.

Trabalho remoto para empresa brasileira ou estrangeira

Um residente fiscal espanhol que trabalha remotamente da Espanha normalmente inclui a remuneração no IRPF, mesmo que o contrato, a conta pagadora ou a empresa estejam no Brasil. O empregador estrangeiro também pode enfrentar obrigações trabalhistas, de folha, previdência ou estabelecimento permanente na Espanha.

Para quem ainda é residente fiscal brasileiro no ano da mudança, a mesma renda pode precisar ser declarada nos dois países. A classificação e o crédito devem seguir o tratado, e não apenas o país de origem da transferência bancária.

Autônomos, freelancers e atividades econômicas

Profissionais por conta própria normalmente apuram rendimento líquido de atividade econômica e podem ter obrigações periódicas de IRPF, IVA, faturamento, livros-registro e Seguridad Social. As despesas precisam estar vinculadas à atividade e documentalmente comprovadas.

Desde 2023, pessoas que estiveram registradas como autônomas nos regimes indicados pela legislação espanhola estão, em regra, obrigadas a entregar a declaração anual independentemente do valor do rendimento. A obrigação anual não substitui declarações e pagamentos periódicos.

Juros

Juros recebidos por residentes espanhóis normalmente integram a base da poupança. Isso inclui rendimentos de contas e investimentos brasileiros, ainda que não tenham sido remetidos para a Espanha.

O imposto retido no Brasil pode gerar dedução por dupla tributação internacional, limitada ao imposto espanhol atribuível à mesma renda e às regras do tratado.

Dividendos e Juros sobre Capital Próprio

Dividendos recebidos por residentes espanhóis normalmente integram a base da poupança. Dividendos de empresas brasileiras devem ser declarados pelo valor bruto, com análise do imposto brasileiro e do crédito espanhol.

Desde janeiro de 2026, a orientação da Receita Federal sobre dividendos remetidos ao exterior informa, em regra, IRRF de 10%, ressalvadas as hipóteses legais. O tratamento da retenção na Espanha depende da classificação da renda, do tratado e do limite de crédito.

Em atualização bilateral relevante, o Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 3/2026 passou a enquadrar o Juros sobre Capital Próprio brasileiro como juros para o acordo Brasil-Espanha. O artigo sobre o acordo de bitributação Brasil-Espanha detalha a consequência.

Ganho de capital

Ganhos decorrentes da venda de ações, fundos, criptoativos e outros bens geralmente integram a base da poupança. A base é calculada a partir dos valores de aquisição e transmissão, com regras específicas para despesas, moeda, operações homogêneas, compensação de perdas e determinados regimes de diferimento.

Para residentes espanhóis, a venda de um imóvel ou investimento no Brasil também pode ser tributável na Espanha. O Brasil pode cobrar imposto por ser o país da fonte ou localização do bem, e o crédito espanhol será analisado dentro dos limites.

A apuração brasileira de determinadas alienações pode exigir o serviço de ganho de capital e deve ser coordenada com o cálculo espanhol.

Aluguel de imóveis

Residentes fiscais espanhóis declaram aluguéis de imóveis situados na Espanha e no exterior. A renda costuma integrar a base geral, com deduções e reduções que dependem do uso, do imóvel, do contrato e do cumprimento de requisitos.

Um imóvel no Brasil também pode acionar o Modelo 720, o Imposto sobre o Patrimônio e obrigações brasileiras. A declaração informativa do ativo não substitui a tributação do aluguel.

Para organizar a parte brasileira, veja o serviço de declaração de imóveis e o guia sobre rendimentos no Brasil de não residentes.

Aposentadorias e pensões

Aposentadorias e pensões normalmente são tratadas como rendimentos do trabalho no IRPF, mas o acordo Brasil-Espanha contém regras próprias para pensões e remunerações públicas. O texto convencional é antigo e possui limite nominal específico, por isso o benefício, a fonte e o período devem ser avaliados individualmente.

Criptoativos

A venda ou permuta de criptoativos pode gerar ganho ou perda patrimonial. Staking, mineração, lending, airdrops e remunerações em tokens podem receber classificações diferentes conforme a operação.

Além do IRPF, residentes devem analisar o Modelo 721 quando moedas virtuais são custodiadas por prestador situado no exterior. A autocustódia, em que o próprio titular controla as chaves, não deve ser automaticamente tratada como custódia estrangeira para esse formulário.

IRNR: impostos na Espanha para não residentes

A Agencia Tributaria publica as alíquotas do IRNR para rendas obtidas sem estabelecimento permanente. Para uma pessoa residente no Brasil, as alíquotas domésticas gerais mais comuns são:

Renda de fonte espanholaAlíquota doméstica geral
Regra geral para contribuintes fora da UE, Islândia, Noruega e Liechtenstein24%
Dividendos19%
Juros19%
Ganhos patrimoniais por transmissão19%

Essas alíquotas são o ponto de partida. O acordo Brasil-Espanha pode limitar a tributação na fonte, alterar a classificação ou permitir crédito no Brasil. Para dividendos pagos a uma pessoa física residente no Brasil, por exemplo, o limite convencional usual é 15%, inferior à alíquota doméstica espanhola de 19%.

O Modelo 210 é utilizado em diversas situações de IRNR, inclusive para declarar rendas ou pedir restituição de retenção superior ao tratado. Prazo e periodicidade mudam conforme a renda.

Imóvel espanhol de não residente

O não residente que possui imóvel na Espanha pode ter IRNR sobre aluguel e, quando o imóvel urbano fica disponível para uso próprio ou vazio, sobre renda imobiliária imputada. A venda também pode gerar ganho e retenção pelo comprador como pagamento por conta.

Além do IRNR, podem existir IBI municipal, taxas locais, obrigações de patrimônio e tributação sucessória.

Declaração de imposto na Espanha em 2026

A campanha Renta y Patrimonio 2025 ocorre de 8 de abril a 30 de junho de 2026 para entrega online. O prazo de domiciliação bancária termina antes do prazo final quando há imposto a pagar.

Os limites de dispensa são técnicos e não significam que toda renda abaixo do valor esteja isenta. Eles dependem da natureza da renda, do número de pagadores, das retenções e de outras circunstâncias.

Entre os limites gerais publicados para o IRPF 2025 estão:

Situação resumidaLimite geral
Rendimentos do trabalho de um pagador; segundo e demais não superam EUR 1.500EUR 22.000
Mais de um pagador; segundo e demais superam EUR 1.500, além de outras hipóteses previstasEUR 15.876
Capital mobiliário e ganhos sujeitos a retenção, nas condições da regraEUR 1.600
Autônomo registrado nos regimes indicados durante o anoDeclaração obrigatória, em regra, independentemente do valor
Atenção: renda estrangeira, perdas, venda de ativos, aluguel, imputação imobiliária, benefícios fiscais e múltiplos pagadores podem criar obrigação mesmo quando um limite isolado parece não ter sido ultrapassado.

Lei Beckham: regime especial de impatriados

O regime especial para trabalhadores e outros profissionais deslocados permite, quando os requisitos são atendidos, calcular o IRPF com regras inspiradas no IRNR durante o ano da mudança e os cinco períodos seguintes. Entre os requisitos está, em regra, não ter sido residente fiscal espanhol nos cinco períodos anteriores.

A opção é comunicada pelo Modelo 149 e a declaração anual é apresentada no Modelo 151. Para 2025, a base correspondente aos demais rendimentos abrangidos pelo regime usa 24% até EUR 600.000 e 47% sobre o excesso.

Base da poupança no regime especial – 2025Alíquota
Até EUR 6.00019%
De EUR 6.000 a EUR 50.00021%
De EUR 50.000 a EUR 200.00023%
De EUR 200.000 a EUR 300.00027%
Acima de EUR 300.00028%

A escala da poupança do regime especial não é idêntica à escala normal do IRPF: em 2025, a faixa superior do regime especial é 28%, enquanto a base da poupança normal chega a 30%.

Outra atualização importante é o critério administrativo de 2025 segundo o qual o optante deve calcular renda imobiliária imputada sobre imóvel urbano espanhol não afetado a atividade, inclusive quando se trate de sua residência habitual. O regime não é uma isenção geral e deve ser comparado antes da opção.

Modelo 720: contas, investimentos e imóveis no exterior

O Modelo 720 informa determinados bens e direitos situados fora da Espanha em três blocos: contas; valores, direitos, seguros e rendas; e imóveis.

A obrigação inicial é analisada separadamente por bloco e, em geral, surge quando o valor agregado do bloco supera EUR 50.000, conforme a regra oficial de cálculo do limite. Depois de uma entrega, nova declaração pode ser exigida por aumento superior a EUR 20.000 ou por determinados eventos, como cancelamento ou perda de titularidade.

O prazo normal vai de 1º de janeiro a 31 de março do ano seguinte. O Modelo 720 é informativo: seus limites não isentam rendimentos, ganhos ou patrimônio do IRPF e dos demais impostos.

Modelo 721: moedas virtuais no exterior

O Modelo 721 alcança determinadas moedas virtuais custodiadas por terceiros no exterior. Segundo a regra oficial do limite, não há obrigação inicial quando os saldos conjuntos em 31 de dezembro não superam EUR 50.000.

Após a primeira declaração, a repetição normalmente é exigida quando o saldo aumenta mais de EUR 20.000 em relação ao valor que motivou a última entrega, ou quando ocorrem eventos de extinção da condição informada. O prazo oficial vai de 1º de janeiro a 31 de março.

Imposto sobre o Patrimônio

O Impuesto sobre el Patrimonio considera o patrimônio da pessoa física em 31 de dezembro. As Comunidades Autônomas podem alterar mínimo isento, escala, deduções e bonificações.

Como referência estatal, o mínimo isento geral é de EUR 700.000, sujeito às regras autonômicas, e a residência habitual pode ter isenção de até EUR 300.000. A declaração é exigida quando há imposto a pagar ou quando o valor bruto dos bens e direitos supera EUR 2 milhões, mesmo que a quota final seja zero.

Residentes fiscais normalmente analisam patrimônio mundial. Não residentes podem ter obrigação real sobre bens e direitos situados na Espanha. Avaliação, dívidas dedutíveis e regras autonômicas precisam ser verificadas.

Imposto de Solidariedade das Grandes Fortunas

O Impuesto Temporal de Solidaridad de las Grandes Fortunas grava patrimônio líquido superior a EUR 3 milhões e funciona de forma complementar ao Imposto sobre o Patrimônio.

A declaração é apresentada pelo Modelo 718 quando resulta quota a pagar, após as deduções e bonificações previstas. Para o exercício correspondente, o prazo oficial ocorre de 1º a 31 de julho do ano seguinte, com prazo anterior para domiciliação bancária.

IVA e outros impostos espanhóis

As alíquotas do IVA incluem uma taxa geral de 21%, taxas reduzidas de 10% e 4% e alíquota de 0% para determinadas operações. O enquadramento depende do bem, serviço, local da operação e condição do fornecedor.

Outros tributos relevantes incluem:

• IBI: imposto municipal sobre imóveis;

• ITP e AJD: transmissões patrimoniais, operações societárias e atos documentados em situações específicas;

• Sucessões e doações: regras e benefícios variam amplamente por Comunidade Autônoma;

• Plusvalía municipal: pode incidir em transmissões de imóveis urbanos;

• Contribuições sociais: encargos separados do IRPF para empregados e autônomos.

Imposto pago no Brasil e acordo de bitributação

A Espanha possui uma dedução por dupla tributação internacional para determinadas rendas estrangeiras. O crédito normalmente é limitado ao menor entre o imposto estrangeiro efetivamente pago e o imposto espanhol atribuível à mesma renda.

O tratado pode limitar o imposto do país da fonte. Se o Brasil ou a Espanha cobrar acima do limite convencional, o excesso não deve ser automaticamente lançado como crédito no outro país; pode ser necessário solicitar restituição na fonte.

O guia Acordo de bitributação Brasil-Espanha explica salários, dividendos, JCP, juros, royalties, pensões, ganhos e documentação.

Exit tax ao deixar a Espanha

A Espanha possui um regime especial de ganhos patrimoniais por mudança de residência para determinadas ações e participações. Não é um imposto automático sobre todo patrimônio de quem sai do país.

Em termos gerais, o regime pode alcançar quem tenha sido contribuinte do IRPF por pelo menos dez dos quinze períodos fiscais anteriores e detenha participações cujo valor de mercado conjunto exceda EUR 4 milhões. Também pode alcançar uma participação superior a 25% em uma entidade quando o valor dessa participação exceda EUR 1 milhão.

A regra tributa a valorização latente entre o valor de mercado e o custo de aquisição, com regras especiais conforme o país de destino e a evolução posterior do ativo. Quem pretende mudar da Espanha para o Brasil com participação societária relevante deve avaliar o tema antes de alterar a residência fiscal.

Saída definitiva do Brasil

Tornar-se residente fiscal espanhol não encerra automaticamente a residência brasileira. Quem deixa o Brasil de forma permanente deve analisar a Comunicação de Saída Definitiva, a Declaração de Saída Definitiva e a atualização das fontes pagadoras.

A Brasil Tax oferece Comunicação de Saída Definitiva, Declaração de Saída Definitiva e orientação tributária internacional. O guia de saída definitiva explica o processo.

Depois da não residência, o Brasil continua tributando determinadas rendas de fonte brasileira. A Espanha, se for o país de residência, pode incluir essas rendas na tributação mundial e aplicar o tratado.

Checklist para brasileiros com obrigações na Espanha

1. Determine a residência fiscal na Espanha e no Brasil, com datas e documentos.

2. Separe renda geral, renda da poupança e rendimentos sujeitos ao IRNR.

3. Identifique a Comunidade Autônoma aplicável e sua escala.

4. Mapeie salários, atividade autônoma, aluguéis, dividendos, juros, ganhos, pensões e criptoativos.

5. Calcule imposto estrangeiro elegível e limite de crédito por tipo de renda.

6. Revise Modelos 720 e 721, Patrimônio e ITSGF.

7. Confirme prazos do IRPF, pagamentos periódicos, IVA e Seguridad Social.

8. Avalie o regime de impatriados antes de exercer ou perder a opção.

9. Avalie eventual exit tax espanhol antes de mudar a residência, quando houver participações relevantes.

10. Formalize a saída definitiva do Brasil e atualize fontes pagadoras.

11. Mantenha certificados, contratos, informes, extratos e comprovantes de imposto.

Perguntas frequentes

Quanto é o imposto de renda na Espanha?

O IRPF é progressivo. A base geral combina uma escala estatal e outra autonômica, enquanto a base da poupança de 2025 varia de 19% a 30%. A alíquota efetiva depende da região, renda, mínimos e deduções.

Qual é a tabela do IRPF na Espanha em 2026?

A declaração entregue em 2026 corresponde ao exercício de 2025. A escala estatal da base geral vai de 9,5% a 24,5%, mas é necessário adicionar a escala da Comunidade Autônoma.

Quando é o prazo da declaração espanhola em 2026?

A campanha online de Renta y Patrimonio 2025 vai de 8 de abril a 30 de junho de 2026. Modalidades de atendimento e domiciliação possuem datas próprias.

Residente fiscal espanhol declara renda do Brasil?

Em regra, sim. O IRPF alcança renda mundial, incluindo salários, aluguéis, investimentos, dividendos, juros e ganhos do Brasil, com aplicação do tratado e do crédito quando cabível.

Quais são as alíquotas para dividendos, juros e ganhos?

Na base da poupança normal de 2025, as faixas são 19%, 21%, 23%, 27% e 30%. Retenções e regras de fonte podem ser diferentes.

Quanto um não residente brasileiro paga na Espanha?

No IRNR sem estabelecimento permanente, a taxa doméstica geral para contribuintes fora da UE e dos países equiparados é 24%. Dividendos, juros e muitos ganhos têm taxa doméstica de 19%, antes da aplicação do tratado.

Autônomo precisa entregar declaração mesmo com renda baixa?

Quem esteve registrado como autônomo nos regimes indicados pela legislação está, em regra, obrigado a entregar a declaração anual independentemente do valor, além de eventuais obrigações periódicas.

O que é a Lei Beckham?

É um regime especial para determinados trabalhadores, profissionais, empreendedores e investidores deslocados. Ele aplica regras próprias durante o ano da mudança e os cinco seguintes, mediante requisitos e opção no prazo.

Quem precisa entregar o Modelo 720?

Residentes e outros obrigados devem analisar o Modelo 720 quando os blocos de contas, investimentos ou imóveis no exterior ultrapassam os limites legais, normalmente EUR 50.000 na primeira declaração.

Existe imposto sobre patrimônio na Espanha?

Sim. O Imposto sobre o Patrimônio tem regras estatais e autonômicas. Há também o ITSGF para patrimônios líquidos superiores a EUR 3 milhões, quando resulta quota a pagar.

A Espanha permite compensar imposto pago no Brasil?

Pode haver dedução por dupla tributação internacional, limitada ao imposto estrangeiro elegível e ao imposto espanhol correspondente. O acordo Brasil-Espanha e a documentação definem o tratamento.

Mudar para a Espanha encerra automaticamente a residência fiscal brasileira?

Não. A residência espanhola e a saída fiscal brasileira seguem procedimentos independentes. A Comunicação e a Declaração de Saída Definitiva devem ser analisadas separadamente.

A Espanha cobra exit tax quando a pessoa se muda?

Pode cobrar em situações específicas envolvendo ações ou participações relevantes. Em regra, é necessário ter sido contribuinte do IRPF por pelo menos dez dos quinze anos anteriores e superar os limites legais de valor ou participação.

Conclusão

A tributação na Espanha exige mais do que consultar uma faixa de IRPF. Residência fiscal, Comunidade Autônoma, tipo de renda, patrimônio, ativos no exterior e posição brasileira mudam o resultado.

Para a campanha de 2026, use as regras do exercício de 2025 e confirme a escala autonômica. Brasileiros também devem coordenar o acordo de bitributação, o imposto pago no Brasil, os Modelos 720 e 721 e a saída definitiva.

A Brasil Tax pode apoiar a parte brasileira por meio de orientação tributária, Declaração de Ajuste Anual, Carnê-Leão, ganho de capital e saída definitiva.

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