Texto atualizado por Ruben Camerlynck em 18 de agosto de 2026.
Brasil e EUA não têm um acordo abrangente de bitributação para imposto de renda em vigor.
O Brasil não aparece na lista oficial de tratados de imposto de renda dos Estados Unidos, e os EUA não constam da relação brasileira de acordos para evitar a dupla tributação da renda.
Isso significa que não existe atualmente um tratado bilateral Brasil-Estados Unidos que:
- desempate automaticamente uma situação de dupla residência fiscal;
- limite de forma geral a retenção sobre dividendos;
- estabeleça alíquotas reduzidas para juros ou royalties;
- distribua a competência sobre salários, pensões e ganhos de capital;
- crie um procedimento amigável completo para resolver conflitos de imposto de renda.
Entretanto, a ausência de tratado não significa que toda renda será necessariamente tributada duas vezes de forma definitiva. Brasil e Estados Unidos possuem mecanismos internos de crédito e compensação que podem reduzir a dupla tributação.
A aplicação desses mecanismos depende da residência fiscal, da fonte e da categoria da renda, do imposto efetivamente pago e dos respectivos limites legais.
Para entender o sistema americano antes de aplicar os créditos, consulte também o guia sobre tributação nos Estados Unidos. Para identificar quem é residente nos EUA, veja o artigo sobre residência fiscal americana.
Resposta direta: Brasil e EUA têm acordo de bitributação?
Não. Há cooperação fiscal, troca de informações, FATCA, um acordo previdenciário e reconhecimento brasileiro de reciprocidade para certos créditos de imposto. Nenhum desses instrumentos equivale a um tratado abrangente de imposto de renda.
Na prática, a dupla tributação é administrada principalmente por:
- compensação no Brasil do imposto de renda federal pago nos EUA, dentro dos limites brasileiros;
- Foreign Tax Credit nos EUA para imposto brasileiro elegível;
- definição correta da residência fiscal;
- definição correta da fonte e da natureza de cada rendimento;
- saída definitiva do Brasil quando aplicável.
Brasil e o seu país de residência têm um acordo tributário válido para a data do rendimento? Consulte o Explorador de Acordos Tributários da Brasil Tax antes de aplicar qualquer artigo, alíquota ou crédito de imposto.
O que é bitributação?
A bitributação, também chamada de dupla tributação, ocorre quando dois países tributam a mesma renda ou ganho em relação ao mesmo contribuinte.
Isso pode acontecer quando:
- um brasileiro passa a ser residente fiscal americano, mas continua residente no Brasil;
- um cidadão americano ou Green Card holder se torna residente fiscal brasileiro;
- uma pessoa residente no Brasil recebe dividendos, aluguel ou royalties dos EUA;
- um residente fiscal americano recebe salário, aluguel ou investimentos no Brasil;
- a saída definitiva não é formalizada no momento correto;
- os dois países classificam de forma diferente a fonte ou a natureza da renda.
A simples existência de tributação nos dois países não indica necessariamente erro. Em muitos casos, o país de residência tributa a renda mundial e o país da fonte tributa o rendimento produzido em seu território. O passo seguinte é verificar se o imposto pago na fonte pode gerar crédito no país de residência.
Brasil e Estados Unidos têm algum acordo fiscal?
Sim, mas nenhum dos instrumentos existentes é um tratado abrangente de imposto de renda.
Acordo de troca de informações tributárias
Brasil e Estados Unidos assinaram um Tax Information Exchange Agreement, ou TIEA, para permitir cooperação e troca de informações entre as autoridades fiscais. O Departamento do Tesouro dos EUA publicou o acordo de troca de informações.
Esse acordo ajuda na fiscalização e na administração tributária. Ele não estabelece alíquotas reduzidas sobre dividendos, juros, aluguel ou royalties.
FATCA
Os dois países também cooperam no âmbito do FATCA. Esse sistema permite a identificação e o intercâmbio de determinadas informações sobre contas financeiras de pessoas americanas.
O FATCA é um mecanismo de conformidade e transparência. Ele não elimina a dupla tributação e não funciona como tratado de imposto de renda. O Departamento do Tesouro dos EUA mantém a página oficial do FATCA.
Acordo de Previdência Social
O acordo previdenciário Brasil-EUA entrou em vigor em 1º de outubro de 2018. Ele coordena determinadas contribuições e benefícios de Social Security e da Previdência brasileira.
O acordo pode evitar dupla contribuição previdenciária em certas situações e permitir a totalização de períodos para benefícios. Ele não é um acordo para evitar dupla tributação do imposto de renda. A Social Security Administration explica o acordo Brasil-EUA.
Reciprocidade para compensação de imposto
A Receita Federal reconhece reciprocidade com os Estados Unidos para permitir, em determinadas condições, a compensação do imposto de renda federal pago nos EUA.
Reciprocidade não é tratado. É um mecanismo reconhecido pela legislação e pelas orientações brasileiras para permitir o crédito, observados os requisitos aplicáveis. A Receita Federal esclarece essa aplicação em sua página sobre rendimentos recebidos do exterior.
Diferença entre tratado, reciprocidade e troca de informações
| Instrumento | O que faz | Reduz alíquota de imposto de renda? |
| Tratado de bitributação | Distribui competências e limita tributação entre países | Pode reduzir |
| Reciprocidade | Permite possível crédito do imposto estrangeiro pela legislação interna | Não reduz a retenção original |
| TIEA | Permite troca de informações fiscais | Não |
| FATCA | Cria obrigações de identificação e reporte financeiro | Não |
| Acordo previdenciário | Coordena contribuições e benefícios sociais | Não trata do imposto de renda |
A diferença é relevante. Um investidor brasileiro não pode indicar no Form W-8BEN que existe um tratado de imposto de renda Brasil-EUA para tentar reduzir a retenção sobre dividendos.
Como evitar dupla tributação Brasil-EUA sem tratado?
Os principais mecanismos são:
- crédito ou compensação no Brasil pelo imposto federal americano;
- Foreign Tax Credit nos Estados Unidos pelo imposto brasileiro;
- determinação correta da fonte da renda;
- classificação correta de residência fiscal;
- formalização da saída definitiva;
- aplicação das regras próprias de cada categoria de rendimento.
Compensação do imposto pago nos EUA no Brasil
Uma pessoa que permanece residente fiscal no Brasil normalmente deve analisar rendimentos recebidos no exterior.
Quando a mesma renda foi submetida ao imposto federal sobre a renda nos Estados Unidos, pode haver compensação no Brasil por reciprocidade.
Essa compensação não equivale ao reembolso integral de todo tributo pago nos EUA.
Principais limites
O crédito brasileiro:
- deve corresponder a imposto de renda efetivamente pago;
- deve estar relacionado à mesma renda declarada no Brasil;
- é limitado ao imposto brasileiro incidente sobre essa renda;
- depende de comprovantes adequados;
- não pode considerar valor restituído ou compensado nos EUA;
- não abrange, pela reciprocidade, tributos pagos a estados americanos e municípios.
A Receita Federal afirma que não é necessário comprovar a reciprocidade em relação aos Estados Unidos, mas também esclarece que ela não alcança tributos estaduais e municipais.
Exemplo simplificado
Imagine que um residente fiscal brasileiro recebeu renda americana e:
- pagou US$ 3.000 de imposto federal nos EUA;
- apurou, sobre a mesma renda, o equivalente a US$ 2.000 de imposto no Brasil.
Em uma situação simplificada, o crédito brasileiro ficará limitado ao equivalente a US$ 2.000. A diferença de US$ 1.000 não gera automaticamente restituição no Brasil.
O cálculo real depende de conversão cambial, categoria da renda, período de apuração e demais regras aplicáveis.
Foreign Tax Credit nos Estados Unidos
Cidadãos e residentes fiscais americanos que pagam imposto no Brasil podem utilizar o Foreign Tax Credit, quando atendidos os requisitos.
Para pessoas físicas, o crédito é normalmente calculado no Form 1116.
Em termos gerais, o crédito é limitado ao menor entre:
- o imposto estrangeiro elegível pago ou acumulado; e
- a parcela do imposto americano atribuível à renda de fonte estrangeira.
O cálculo é separado por categorias de renda. Assim, um excesso de crédito associado a renda passiva não pode necessariamente compensar imposto de outra categoria. As instruções do Form 1116 explicam as categorias e o limite do crédito.
O fato de ter pago imposto no Brasil não garante que todo o valor será aproveitado nos EUA.
Bitributação Brasil EUA por tipo de renda
Serviços prestados remotamente do Brasil
Um brasileiro não residente fiscal americano pode prestar serviços do Brasil para uma empresa nos EUA.
Para fins de fonte da renda americana, remuneração por serviços pessoais é geralmente atribuída ao lugar onde o trabalho foi fisicamente realizado.
Assim, o simples fato de:
- o cliente ser americano;
- o contrato estar em dólares;
- o pagamento vir de uma conta americana; ou
- a empresa emitir um formulário informativo
não significa, por si só, que a renda seja de fonte americana.
Se o trabalho foi inteiramente realizado no Brasil por uma pessoa que não é residente fiscal americana, a remuneração é, em geral, de fonte estrangeira para fins americanos. Outras circunstâncias podem alterar o resultado, especialmente se houver atividade empresarial, presença física ou estabelecimento nos EUA. A regra de fonte está na orientação do IRS sobre personal service income.
No Brasil, um residente fiscal precisa analisar a tributação dessa prestação de serviços, inclusive possível recolhimento pelo Carnê-Leão.
Trabalho fisicamente realizado nos Estados Unidos
Quando o serviço é realizado nos EUA, a remuneração normalmente é de fonte americana.
Se o profissional ainda for residente fiscal no Brasil, o rendimento também pode integrar a base brasileira, com possível compensação do imposto federal americano dentro dos limites aplicáveis.
Essa é uma situação comum durante anos de mudança, antes da Declaração de Saída Definitiva do País.
Salário brasileiro de residente fiscal americano
Um cidadão ou residente fiscal americano que trabalha ou recebe salário no Brasil geralmente deve reportar o rendimento aos EUA, porque o sistema americano alcança sua renda mundial.
O imposto brasileiro pode ser elegível ao Foreign Tax Credit. Se o trabalho foi prestado no Brasil, o salário é normalmente renda de fonte estrangeira para fins do cálculo americano.
Dividendos de ações americanas
Dividendos de empresas americanas pagos a uma pessoa residente no Brasil geralmente são renda de fonte americana e sofrem retenção de 30%.
Não existe tratado Brasil-EUA que reduza essa alíquota para 15%, 10% ou outro percentual. A regra geral de retenção para nonresident aliens está na página do IRS sobre NRA withholding.
No Brasil, o tratamento dependerá das regras vigentes para investimentos financeiros no exterior. O imposto federal americano pode ser considerado na compensação, mas apenas até o limite brasileiro correspondente.
Se a retenção americana superar o imposto brasileiro, o excesso não gera automaticamente restituição no Brasil.
Juros americanos
Nem todo juro pago a um não residente sofre 30% de imposto.
Certos juros de depósitos bancários e determinados portfolio interests podem ser isentos nos EUA. Outros juros podem ser classificados como FDAP e sujeitos a retenção, salvo isenção prevista no Internal Revenue Code.
A análise deve considerar o instrumento financeiro, o emissor, a documentação apresentada à instituição e a relação entre investidor e devedor.
Ganho com ações americanas
Não é correto afirmar que todo ganho de um brasileiro com ações americanas será tributado nos EUA.
O tratamento do nonresident alien depende de fatores como:
- presença física nos Estados Unidos;
- conexão do ganho com uma atividade nos EUA;
- natureza do ativo;
- aplicação de regras especiais;
- eventual exposição a partnership interests ou U.S. real property interests.
Existe uma regra de 30% para certos ganhos de fonte americana quando o não residente permanece fisicamente nos EUA por 183 dias ou mais durante o ano fiscal. Essa é uma contagem de dias diferente do Substantial Presence Test.
O ganho também pode ser tributável no Brasil caso o investidor seja residente fiscal brasileiro.
Aluguel de imóvel nos Estados Unidos
Um brasileiro não residente fiscal nos EUA que aluga um imóvel americano pode enfrentar:
- tributação de 30% sobre a receita bruta; ou
- eleição para tratar o aluguel como effectively connected income e calcular o imposto sobre o resultado líquido, com as deduções permitidas.
A eleição e a entrega do Form 1040-NR devem ser avaliadas de acordo com cada imóvel e estrutura.
O rendimento também precisa ser analisado no Brasil enquanto o proprietário for residente fiscal brasileiro. Para os aspectos patrimoniais, consulte os serviços de declaração de imóveis e ganho de capital.
Royalties
Royalties de fonte americana pagos a um brasileiro não residente fiscal nos EUA podem estar sujeitos à regra FDAP de 30% sobre o valor bruto.
Sem tratado Brasil-EUA, não existe redução convencional automática.
Renda de aluguel no Brasil recebida por residente fiscal americano
O Brasil pode tributar a renda por sua condição de rendimento de fonte brasileira.
Os Estados Unidos também podem exigir a inclusão do aluguel na renda mundial do cidadão ou residente fiscal americano. Nesse caso, o imposto brasileiro elegível pode gerar Foreign Tax Credit, sujeito aos limites americanos.
Após a saída definitiva, a tributação brasileira segue as regras aplicáveis ao não residente. O artigo Rendimentos no Brasil para não residentes detalha as principais categorias.
Venda de imóvel no Brasil por residente fiscal americano
O ganho com a venda de imóvel localizado no Brasil pode ser tributado pelo Brasil.
Se o vendedor é cidadão ou residente fiscal americano, o ganho também pode precisar ser reportado nos EUA. O imposto brasileiro pode ser elegível ao Foreign Tax Credit, mas diferenças de base, moeda, data de aquisição e deduções podem impedir uma neutralização perfeita.
Herança e sucessão
Um tratado de imposto de renda não é o mesmo que um tratado sobre estate and gift tax. Brasil e Estados Unidos também não possuem um tratado bilateral amplo de imposto sucessório.
Brasileiros que mantêm ações de empresas americanas, imóveis ou outros ativos situados nos EUA devem analisar separadamente a exposição sucessória. Veja o guia sobre imposto sobre herança nos EUA para brasileiros.
Dupla residência fiscal Brasil-EUA
A dupla residência ocorre quando a pessoa é considerada residente pelos dois países no mesmo período.
Exemplos:
- passou no Substantial Presence Test, mas não formalizou a saída do Brasil;
- recebeu Green Card e continuou residente fiscal brasileiro;
- é cidadão americano e passou a residir de forma permanente no Brasil;
- retornou ao Brasil com intenção definitiva, mas ainda mantinha residência fiscal americana.
Em muitos tratados, as chamadas tie-breaker rules analisam moradia permanente, centro de interesses vitais, residência habitual e nacionalidade.
Como Brasil e EUA não possuem tratado de imposto de renda, não há uma tie-breaker rule bilateral disponível. Cada país aplica sua legislação doméstica.
A dupla residência pode tornar necessário declarar renda mundial nos dois países e usar créditos de imposto para reduzir a sobreposição.
Para identificar o status americano, consulte Residência fiscal nos Estados Unidos: regra dos 183 dias, Green Card e saída definitiva.
A saída definitiva evita a bitributação?
A saída definitiva pode eliminar a condição de residente fiscal brasileiro, mas não elimina todos os impostos no Brasil.
Depois de se tornar não residente, a pessoa:
- deixa de declarar renda mundial ao Brasil como residente;
- continua sujeita às regras brasileiras sobre rendimentos de fonte brasileira;
- deve informar sua condição às fontes pagadoras;
- pode sofrer retenção definitiva ou exclusiva conforme a categoria da renda;
- precisa adequar contas, investimentos e cadastros à condição de não residente.
A saída também não encerra obrigações americanas de cidadãos, Green Card holders ou outros residentes fiscais dos EUA.
A Brasil Tax disponibiliza um guia completo sobre a Declaração de Saída Definitiva e o serviço de Comunicação de Saída Definitiva do País.
Form W-8BEN e tratado Brasil-EUA
O Form W-8BEN é usado por determinadas pessoas estrangeiras para certificar sua condição ao pagador americano e, quando aplicável, reivindicar benefício de tratado.
Um residente brasileiro pode utilizar o formulário para confirmar que não é uma U.S. person. Porém, não deve declarar benefício de um tratado de imposto de renda Brasil-EUA que não existe.
Informações incorretas podem causar:
- retenção insuficiente;
- cobrança posterior;
- penalidades;
- problemas com o pagador ou instituição financeira.
Isenções previstas diretamente na legislação americana, como certas hipóteses de portfolio interest, são diferentes de benefícios de tratado.
Certificado de residência fiscal americano
O certificado americano de residência fiscal é o Form 6166, solicitado ao IRS por meio do Form 8802.
O documento comprova que uma pessoa ou entidade é residente dos EUA para determinados fins tributários internacionais. O IRS explica o processo na página do Form 8802 e do Form 6166.
Entretanto:
- o Form 6166 não cria um tratado entre Brasil e EUA;
- não garante crédito de imposto;
- não comprova que determinado imposto foi efetivamente pago nos EUA.
O IRS informa na página About Form 8802 que o Form 6166 não pode ser usado para comprovar pagamento de imposto americano para fins de foreign tax credit.
Documentos para comprovar imposto pago no exterior
A documentação pode incluir:
- declaração federal americana;
- Form 1040 ou Form 1040-NR;
- Form W-2;
- Forms 1099;
- Form 1042-S;
- comprovantes de withholding;
- comprovantes de estimated tax;
- tax transcripts;
- recibos de pagamento;
- declaração brasileira;
- DARFs;
- memória de cálculo;
- extratos bancários e de corretoras;
- documentação da conversão cambial;
- comprovantes de eventual restituição.
Um Form 1099 ou W-2 pode mostrar retenção, mas a declaração final pode resultar em restituição. O crédito deve refletir o imposto que permaneceu efetivamente pago após o ajuste.
Erros comuns na bitributação Brasil EUA
Presumir que existe tratado
Não há tratado abrangente de imposto de renda Brasil-EUA.
Confundir reciprocidade com tratado
A reciprocidade permite potencial compensação, mas não reduz a retenção americana na fonte.
Compensar imposto estadual no Brasil
A reciprocidade reconhecida pela Receita não alcança tributos pagos a estados e municípios.
Declarar benefício inexistente no W-8BEN
Um brasileiro não deve reivindicar redução baseada em tratado Brasil-EUA.
Usar o país do pagador como única regra de fonte
Para serviços pessoais, o local físico do trabalho normalmente é determinante.
Ignorar a residência fiscal
A resposta muda completamente se a pessoa for residente fiscal nos dois países, somente em um deles ou em nenhum durante determinada parte do ano.
Compensar imposto estimado ou posteriormente restituído
O crédito deve observar o imposto efetivamente pago e não recuperado.
Misturar categorias de renda
Salário, aluguel, dividendos, juros, royalties e ganho de capital podem seguir regras e limites diferentes.
Perguntas frequentes
Brasil e EUA têm acordo de bitributação?
Não. Em 18 de junho de 2026, não existe acordo abrangente de bitributação Brasil-EUA para imposto de renda.
Foi assinado um tratado de bitributação em 2024?
Não há tratado de imposto de renda Brasil-EUA assinado em 2024 em vigor. As listas oficiais americana e brasileira continuam sem um acordo bilateral abrangente.
O acordo previdenciário evita imposto de renda?
Não. Ele trata de determinadas contribuições e benefícios previdenciários, não do federal income tax ou do IRPF.
Posso compensar no Brasil o imposto pago nos EUA?
O imposto de renda federal americano pode ser compensável por reciprocidade, respeitados a mesma renda, o limite brasileiro, a documentação e as demais condições.
Posso compensar state income tax no Brasil?
A Receita Federal informa que a reciprocidade não alcança tributos pagos a estados americanos e municípios.
Posso usar imposto brasileiro para reduzir imposto nos EUA?
Pode haver Foreign Tax Credit. Para pessoas físicas, o cálculo normalmente utiliza o Form 1116 e é limitado ao imposto americano atribuível à renda estrangeira.
Uma empresa americana contratou meus serviços. Preciso pagar imposto nos EUA?
Não apenas por esse motivo. Para serviços pessoais, é necessário verificar onde o trabalho foi fisicamente realizado e se existe atividade ou presença tributável nos EUA.
Dividendos americanos têm retenção de 30%?
Em geral, sim, quando pagos a um brasileiro não residente fiscal americano. Não há redução por tratado Brasil-EUA.
Imposto de 30% sobre dividendos pode ser totalmente recuperado no Brasil?
Não necessariamente. O crédito é limitado ao imposto brasileiro incidente sobre a mesma renda. Uma retenção americana superior ao imposto brasileiro pode deixar saldo não aproveitado.
A saída definitiva elimina todos os impostos no Brasil?
Não. O não residente continua sujeito às regras brasileiras sobre rendimentos e ganhos de fonte brasileira.
Conclusão
A ausência de acordo de bitributação Brasil EUA torna a classificação fiscal mais importante, não menos importante.
Para reduzir a dupla tributação, é necessário:
- definir corretamente a residência fiscal;
- identificar a fonte de cada renda;
- separar imposto federal de imposto estadual;
- usar os créditos dentro dos limites;
- manter documentação;
- realizar a saída definitiva quando aplicável;
- evitar benefícios de tratado inexistentes.
Além deste artigo, consulte Como evitar a dupla tributação, o guia sobre tributação nos Estados Unidos e o serviço de orientação tributária internacional da Brasil Tax.
Conteúdo informativo. A possibilidade de crédito ou compensação depende da renda, dos documentos, do imposto efetivamente pago e das regras vigentes em cada país.
Texto atualizado por Ruben Camerlynck em 18 de junho de 2026.
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Minhas filhas tem dupla cidadania Brasil e Estados Unidos mas vivem no Brasil. Suas rendas são abaixo do minimo para declaração em ambos paises (ate agora). Porém, pensam em abrir uma conta de investimentos para aposentadoria. Sería mais recomendado abrir uma conta internacional no Brasil ou uma conta americana para residentes no exterior? Se abrirem conta americana como ex-pats americanos, ainda podem manter uma outra conta em banco americano que elas tinham desde jovens quando viviam nos estados unidos? Existe outra opção alem de manter as duas residencias fiscais? Elas tem MEI. Se suas rendas permitem isenção de declaração, pode-se por hora não fazer nada? não declarar em nenhum dos dois paises? Muito obrigada pela atenção.
Prezada Solange,
enviamos um email em resposta no dia 2 de março. Caso não tenha recebido, nos informe, por favor.
Respeitosamente,
Equipe Brasil Tax.
No caso de royalties para pessoa física, basta declarar os valores no ajuste anual junto com o valor dos atuais 30% para evitar a bitributação ? Ou é necessário preencher o carnê-Leão mensalmente? Neste caso, pagando mensalmente os impostos conforme a tabela progressiva, como conseguir a restituição?
Prezado Álvaro,
agradecemos o seu contato.
Enviamos um email em resposta em 30 de dezembro de 2025, em que foi indicado uma Orientação Tributária.
Respeitosamente,
Equipe Brasil Tax.